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sábado, 18 de agosto de 2018

This is NOT a love story

This is NOT a love story



Se você chegou até aqui esperando ler algum texto bonitinho sobre amor, believe me, você não vai encontrar, este realmente não é um texto sobre amor... bom na verdade sim, é sobre o amor mas não a parte boa dele.
Uma vez li que a vida é foda, a gente só muda o sentido e a entonação de como dizemos essa frase, e isso é tão verdade in so may ways...
Nos é colocado o amor como algo puro, que todos almejamos ter e sentir, nos filmes de romance está repleto dos mais diversos clichês que possamos imaginar, mas todas as vezes que assisto, só consigo pensar em uma coisa: NÃO, NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM. O cara popular não passa a gostar de repente da garota menos popular e geralmente ele só presta atenção na garota por causa de uma aposta idiota feita entre seus amigos, querendo provar de alguma forma o seu valor, tipo WTF? E no fim a garota sempre acaba perdoando, e a cena final é sempre eles se reconciliando dançando uma dança lenta e the end, felizes para sempre. Eu sei que isso é o que vende, porque convenhamos, a vida real é uma bosta, então por que os filmes precisam ser igualmente uma bosta? Não, pelo menos nos filmes as fantasias podem ser reais, mas a realidade não é assim, o cara popular não fica com a garota invisível, se a garota invisível confessa seus sentimentos, na vida real o cara popular iria rir e ela viraria motivo de piada. Porque essa é a vida, as pessoas são rasas.
Mas mesmo sabendo que a vida é foda, a gente se engana acreditando nesses filmes, nessa ideia de amor puro, fatasiado pelos filmes de hollywood. Comendo um pote de sorvete, assistindo um desses filmes clichês de romance, desliguei e disse "THAT'S NOT HOW LIFE IS, THAT'S BULLSHIT", e é isso, bullshit, não é real de fato, por isso é um filme.
A vida é foda, as vezes ela te permite sentir um pouquinho disso que os filmes nos proporcionam, como por exemplo, você tem o perfect date, você conhece um cara pela internet que aparentemente seja legal, conversam um pouco e de repente esse "pouco" se transforma em uma conversa aleatória, logo em seguida conversam sobre seus gostos e desgostos, indicam um ao outro músicas, compartilham experiências e se permite a ficar um pouco mais vulnerável, compartilha algo muito pessoal, porque de alguma forma sente confiança na pessoa e ela te retorna tudo isso, e de repente já são 03h da manhã e nem se dá conta, no dia seguinte você tem que estar de pé às 07h mas não se importa, porque já fazia há muito tempo que não se sentia daquela maneira, que não tinha uma conversa além do "tudo bem?", "o que está fazendo de bom?" e "a gente marca", depois de muito tempo parece que você tem uma conversa real, o que é difícil nesses dias. Finalmente ele te chama pra sair, e de repente seu coração bate um pouco mais forte, porque that shit feels real, it's happening, vocês conversam o tempo inteiro e é incrível como nunca falta assunto. Enfim chega o dia do encontro, você começa a se arrumar um pouco antes, por alguma razão acha que dessa vez não vai se atrasar e vai conseguir conciliar tudo, banho, cabelo, maquiagem, perfume e roupa, chega mensagem"tô aqui fora", 20h00 em ponto, OMG, você corre pra colocar o sapato e pega sua jaqueta favorita, ela combina com seu cabelo, não exagera muito na maquiagem porque quer que ele goste de como você realmente é... mãos geladas e de repente sente o tão famoso borboletas no estômago que descrevem naqueles filmes clihês, talvez essa shit seja real after all, você indaga. Você o vê e ele realmente é muito bonito, o abraça pela primeira vez e se sente acolhida, segue para o lugar escolhido, no caminho ele coloca algumas músicas, você o espia com os olhos e o vê cantando com tanta conviccção, não pode esconder seu riso, você acha aquilo fofo, ele te olha e sorri, com um sorriso largo e bonito, não muitas palavras são trocadas, deve ser o nervosismo de se encontrarem pessoalmente pela primeira vez. Vocês chegam até o local, um lugar muito descolado e aconchegante, "você escolhe" ele disse, você escolhe uma com uma iluminação bonita, e quando vê no objeto que guarda os guardanapos percebe que está escrito o seu número favorito, 5, você por algum motivo pensa "é o destino", depois de uma tequilla, as conversam começam a fluir, várias risadas, tudo tão espontâneo, vocês compartilham várias experiências, ele te explica o por quê da tatuagem, você fala do por quê ter sido expulsa da dança uma vez, a conversa vai de política à um vídeo fofo de cachorrinhos na internet, vocês comem e de repente, ele toca sua mão e você só consegue pensar "ele realmente quis tocar minha mão, foi proposital ou sem querer?" e aquelas borboletas no estômago voam sem parar, ele chega cada vez mais perto de ti, não de uma maneira bruta mas aconchegante. Vocês pagam a conta e vão à caminho de sua casa, na volta os dois já estão cantando músicas aleatórias da rádio e rindo muito sobre isso. Ele pára em frente de sua casa e vocês dois começam a conversar sem parar com uma música de fundo rolando e basta um olhar pra sacar o que está prestes a acontecer, o beijo, e por fim acontece, você se sente muito bem, como não se sentia havia um tempo, depois disso conversam mais e mais e ele faz uma trança fina em seu cabelo a te chama de viking, você ri mas gosta, não desfaz a trança, dá um beijo de good night kiss e sai do carro, abre o portão e olha pra trás mais uma vez, acena com um sorriso, ele  responde com outro sorriso, você entra em casa com um sorriso de ponta a ponta e vai correndo pra seu quarto e se joga em sua cama já procurando o celular pra ver se tem uma mensagem, "será que eu mando uma? ou devo esperar?" resolve esperar, manda uma mensagem pra sua melhor amiga aviusando que chegou e que foi um date incrível, se troca e de repente quando está vestindo seu pijamas, escuta o barulho de notificação do celular e vê a tela ficar acesa, você corre, tropeça e cai de tanta animação, pega o celular e do chão vê que é ele, você não pode evitar mas sorrir, "as vantagens de se morar perto, já cheguei em casa", você responde e começam a conversar sobre como a noite foi incrível, depois dão boa noite um ao outro, se deita e vê a trançinha que ele fez, você sorri e decidi deixá-la assim, tu sente o perfume dele que ficou em ti, "parece que tô vivendo um filme" é só o que consegue pensar, depois de muito tempo, você dorme muito feliz. Encontro perfeito, não? A vida é foda!
Depois de mais alguns encontros, as coisas começam a mudar de repente, ele já não te responde com a mesma intensidade, como se fosse mais uma obrigação do que realmente um desejo de conversar, e infelizmente você é orgulhosa demais para perguntar alguma coisa, simplesmente o responde na mesma moeda... indiferença, de repente o tempo de respostas mudam para 20 minutos, horas, dias... até que param de se falar e você não sabe nem o por quê, toda aquela expectativa que um dia foi criada, pensando que talvez essa seria uma pessoa especial, começa a ser mudada. Depois de alguns dias, ele volta como se nada tivesse acontecido, e pensa "ele poderia estar passando por dias ruins, talvez seja isso", vocês começam a conversar novamente mas isso dura apenas 20 minutos, depois mais três dias sem se falar, começou o famoso jogo, o jogo do desinteresse e por algum motivo eu sempre perco nesse jogo, mas é por W.O, porque eu não tenho paciência para jogá-lo por muito tempo. Isso é frustrante, a vida é foda!
 E aí você se sente substituível, porque depois de algumas semanas ele já está flertando com outra nas redes sociais, provavelmente indo à encontros incríveis com ela, não sei, sou orgulhosa demais para demonstrar qualquer tipo de vulnerabilidade, ou seja, meus sentimentos, não que ele me devesse explicações, não, mas sabe quando você se deixa enganar pelos filmes e cria aquela expectativa de que talvez dessa vez, seria diferente? A vida é foda!
De repente, sente que está faltando alguma coisa, porque mesmo criticando os filmes clichês, você quer sentir aquela coisa, então procura em cada canto alguém que esteja disposto a te dar pelo menos um pouquinho daquilo, e é aí que fica complicado, porque essas coisas não se pode fingir, ou serem forçadas, a vida coloca na sua vida, no momento e lugar certo. Mas mesmo assim você apela, e até que encontra uma pessoa legal no meio desse desespero(?), não sei se posso colocar dessa maneira, como não encontro uma palavra mais apropriada, vamos ficar com esta. E pá, começa tudo novamente, o primeiro encontro, conversas até tarde, experiências pessoais sendo compartilhadas, borboletas sendo revividas no estômago e pensa novamente, "será que dessa vez vai dar certo?", não conseguindo se conter, se sente o próprio Ted Mosby de how i me your mother, mesmo com um pouco de consciência, você se entrega da mesma maneira intesa outra vez pra no final, acontecer a mesma coisa, as conversas estão demorando horas, dias, semanas... e cai no jogo do desinteresse novmente, o jogo que mais odeia no mundo, você é péssima nele! A vida é foda!
 E, pela segunda vez está passando pela mesma coisa, apenas com pessoas, lugares e detalhes alterados, mas é a mesma história. Será a vida um roteiro pronto, e você não pode fazer nada a não ser segui-lo? Porque relacionamentos são como scripts? Você só tem que seguir e vai acabar da mesma forma, duas pessoas legais que gostam da companhia uma da outra, de repente algo muda, DO NADA, e não sabe o por quê, mas essa coisa continua acontecendo, over and onver again... no final você acaba sendo o seu maior carma ever, substituível, sempre foi assim, desde a primeira pessoa que me relacionei, será esse o meu script? A vida é foda!
Você decide que nada e nem ninguém vai fazer isso contigo novamente, então cai de cabeça no trabalho, foca nisso, quando está lá não sente suas dores internas, não se sente substituível, se sente útil, talvez eu seja muito dependente emocional, qual é dessa de sempre ter que estar gostando de alguém? Caso contrário parece errado, "talvez eu só tenha que ocupar minha cabeça", é o que você indaga. Acordar às 08h, sair pra correr, tomar café, preparar as coisas pro serviço, tomar banho, almoçar, ir pro serviço, voltar, assistir friends, ficar nas redes sociais, dormir, acordar e fazer tudo novamente, você cai em uma rotina viciosa e que por um tempo, isso te faz bem... Mas tem um dia que não consegue fazer uma tarefa de sua rotina e decide adiá-la, quando chega do serviço, você toma banho, é dia de lavar o cabelo e tirando o shampoo do cabelo, se olha no reflexo do boxe, é só você com você mesmo ali, naquele momento, já fazia tempo que não se olhava no espelho, sente uma coisa pesada, olhando pra si mesma, chora, quando foi a última vez que fez algo de bom pra você mesma? Focou só em você e não no serviço, em outras pessoas, SÓ EM VOCÊ? Quando foi que esqueceu de se amar? Você procurou tanto alguém que pudesse te amar, está tão preocupada com isso que esquece de fazer o principal, tomar conta de si mesma, porque muitas vezes, você tem que passar por essas coisas, que ninguém pode fazer a não ser você mesma. A vida é foda!
A vida não é feita de clichês como nos filmes, em que se você termina um relacionamento e do nada aparece uma pessoa muito legal logo em seguida, vocês se apaixonam e dá tudo certo, ou quando você está no meio de uma argumentação com alguém, e quando a pessoa te fizesse uma pergunta que não soubesse ou não quisesse responder, o telefone toca, ou alguém bate na porta, NÃO, na vida você tem que escolher machucar a pessoa dizendo a verdade, nenhum telefone vai tocar interrompendo esse momento, na vida real você tem que lidar com as consequências de suas palavras e atos, não vai aparecer alguém pra remendar seu coração, você tem que aprender a cuidar de você e talvez, isso não seja uma coisa ruim, você acaba se conhecendo melhor, seus limites e desejos. Talvez esteja tudo bem, ninguém é feliz o tempo todo, isso é só enganação das redes sociais, mas pelo menos dessa vez, eu queria que tivesse um script pra saber o que faz quando se sente perdido?

A vida é foda!

- Bruna Diniz Lopes

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ensaio sobre ela




O sinal do farol estava verde e tudo que eu conseguia enxergar era como ele iluminava seu rosto triste, ela possuía uma expressão que misturava decepção com amargura, era real, estava a perdendo de vez. Chovia, mas não era aquela chuva forte com vento, era uma calmaria, escorria gotas pela janela que ela observava a fora com convicção, o momento combinava com a música que estava tocando em volume baixo, mas que atingira minha alma a cada verso cantado e sei que a dela também, pude ter a certeza depois que uma lágrima correra de seus olhos, seus pensamentos pareciam distantes, como se estivesse cansada de tudo o que vivemos, eu não a culpo, o único a culpar era eu mesmo. Continuo viagem dirigindo sem rumo algum, eu só queria a companhia dela por quanto tempo eu conseguisse, não queria aceitar o fim que se aproximava, não queria aceitar que perderia a felicidade que habitava em mim por tanto tempo, a razão era ela e mais ninguém.  De repente ela resolveu falar e era tudo o que eu não queria ouvir, “me deixe em casa, por favor,” nossos olhos se cruzaram e ela olhou no fundo deles e eu pude fazer a leitura em questão de segundos, ela havia desistido. Eu desnorteado comecei a fazer o trajeto, não conseguia pensar em nada e ao mesmo tempo em tudo, queria dizer as palavras certas que a faria ficar, queria dizer o quanto eu a amo e que poderíamos enfrentar tudo, mas no fundo eu sabia isso não seria o suficiente.  Quando cheguei a sua casa, ela abriu a porta do carro e antes de sair me olhou e disse “obrigada por tudo”, então tive que a assistir caminhar para longe de mim, sem olhar para trás, a cada passo que dava era um passo se afastando do meu coração, do meu mundo, do meu sentimento, do que construímos, do que vivemos, da nossa história, de nossos planos, do nosso futuro que não chegaria, do meu abraço, do meu beijo, da minha alma. Apoiei a cabeça ao volante e então um mar se fez em meus olhos, uma maré ruim que não acabaria tão cedo, as ondas estavam quebrando e me despedaçando aos poucos, e eu não podia fazer nada em relação a isso a não ser sentir, levanto a cabeça e ligo o motor, começo a dirigir em direção ao bar mais próximo. Chovia lá fora e dentro de mim.

Bruna Diniz Lopes

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ele Mentiu



Ele me fez sentir como se eu fosse a única, prometeu mil coisas, disse que nunca me abandonaria, que nunca iria me machucar novamente, que não me trocaria, ele dizia que se importava e que acima de tudo me amava. ELE MENTIU.
E eu a idiota de sempre acreditei em cada palavra, achei que realmente seria diferente, garota estupida será que não tava na cara ? Todos me alertaram, diziam "Ele não é pra você", "Depois não diga que eu não te avisei". Pois é, eu era a única que não enxergava o que estava um palmo do meu nariz. Fiz tudo por impulso, agi com o coração, eu realmente era a pessoa que amava, se importava. Coração, você não cansa de sofrer? Você não cansa de todas as noites ficar chorando por um cara que não presta ?
Agir com o cérebro é a melhor opção à seguir, pelo menos eu tenho garantido uma coisa depois que tudo passar, a FELICIDADE.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sentimentos Inquietos

Deitada em minha cama, escutando o som da chuva lá fora e com a típica insônia de sempre. São 01h40, as horas não estão iguais ou invertidas, mais aqui estou eu pensando em você. Pensando naqueles dias tão estranhos, tão distantes acordado, muitos planos, outros planos, e vou voltar eu sei e os mesmos dias vão passar bem perto e me entregar por bem aquilo que busquei, e que ainda busco, enquanto não consigo o que eu quero fico tentando reviver memórias perfeitas espalhadas por todo chão, alcançando o telefone porque eu não consigo lutar mais, e eu me pergunto se eu já passei pela sua mente, pra mim isso acontece o tempo todo, são 1h45 da manhã, eu estou completamente só e preciso de você agora, disse que não ligaria mais perdi todo o controle e preciso de você agora, e não sei como sobreviver só preciso de você agora. Penso em tudo o que passamos, em tudo que vivemos, eu preciso te esquecer, então tomo outra dose de uísque não consigo parar de olhar para a porta, desejando que você entrasse arrebentando da maneira que fazia antes, mais logo percebo que isso não vai mais acontecer, pois você está distante e existem muitos motivos para qual não estarmos juntos neste exato momento, nosso amor é como se fosse "Romeu e Julieta", ambos sabemos os motivos, mais meu coração, é teimoso e insiste em dizer: "Romeu me salve, eles estão tentando me dizer como sentir, esse amor é difícil mas é real, não fique com medo, vamos superar as dificuldades, essa é uma história de amor, querido apenas diga que sim. Mais estamos em um mundo real, contos de fadas não existem, levanto da minha cama e corro para rua, ainda está chovendo, mais quem se importa? Fico sentada em frente de casa, enquanto a chuva molha meu rosto ela esconde a minha lágrima que insiste encontrar o chão, enquanto o frio toma meu corpo eu aprendi sem a gramática que saudade não tem tradução, eu preciso tanto de você, o seu amor é o que me faz crescer e conhece com a própria mão cada medo do meu coração. Volto pra dentro de casa,  coloco o seu blusão que ainda tem o seu cheiro, tomo um chocolate quente, ligo a tv e vou passando os canais, coloco no canal 44, está passando aquele filme que assistimos juntos "Os pinguins do papai", tudo que eu mais queria ali naquele momento era você, como da última vez que assistimos bem juntinhos, desligo a tv e volto pra cama, e resolvo dormir.
Acordo, são 09h47, abro as janelas e te avisto do outro lado da rua, fico ali te observando sem que você perceba, mais ao mesmo tempo quero que você note que eu estou ali, corro pra fora da casa, tarde demais, você já tinha ido embora, fico ali te observando ficar cada vez mais distante sinto uma sensação estranha pois quando você vai embora os pedaços do meu coração sentem a sua falta, quando você vai embora o rosto que eu conheci também me faz falta, quando você vai embora as palavras que eu preciso ouvir para conseguir passar o dia e fazer tudo ficar bem ... eu preciso admitir... Eu sinto sua falta.
- Bruna Diniz Lopes
Fiz esse texto com alguns versos de músicas que eu gosto, a primeira foi "Recompensa" - Voltz, segunda Need you now - Lady Antebellum, terceira "Love Story" - Taylor Swift, quarta "Apenas uma canção de amor" - Rosa de Saron e quinta e última "When you're gone" - Avril Lavigne.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Vou confessar que...

Vou confessar que quando escuto aquela música eu ainda lembro de você, na verdade não teria como não lembrar né ? Afinal ela traz muitas recordações.Vou confessar que fico lembrando dos nossos melhores momentos juntos, momentos que marcaram pra sempre. Vou confessar que quando vejo uma cena de romance de um seriado, novela, filme eu imagino como se fossemos nós ali. Vou confessar que sempre quando vou dormir fico lendo e relendo suas "sms", são antigas, mas quem se importa? Ainda não tive coragem de apagá-las. Vou confessar que quando te vejo, meu coração acelera, parece clichê mas é verdade. Vou confessar que acordo de madrugada pra pegar aquela caixa que tenho com as nossas fotos, e ficar revivendo aquele momento registrado com a nossa música tocando. Vou confessar que ainda coloco a aliança no meu dedo pra lembrar. Vou confessar que sinto sua falta, e sou orgulhosa demais pra admitir olhando em seus olhos.
Vou confessar que mesmo te odiando eu ainda consigo te amar.
Bruna Diniz Lopes

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Brisa de inverno


A brisa gelada de inverno toca o meu rosto, mais uma estação está se passando e eu continuo aqui sozinha com os meus sentimentos confusos. Eu estou sentada debaixo de uma árvore em um parque, folhas estão espalhadas pelo chão, o clima é muito frio, acho que está uns 10°C, próximo à mim está uma família, eles estão fazendo um piquenique, a menina de cabelos dourados está com um lindo sorriso no rosto. Uma moça está passeando com seu cachorro Labrador Terrier, e um outro rapaz está se alongando para uma caminhada no parque. Enquanto eu estou com um caderno, lápis, e uma máquina fotográfica em mãos, eu amo fotografar e escrever. Estou aqui cerca de 2 horas, olhando para uma folha que estaria em branco até agora se eu não começasse à escrever. O amor é um sentimento tão confuso, ao mesmo tempo que ele pode te trazer alegria, ele traz 3 vezes mais sofrimento, e infelizmente eu amo uma pessoa, uma pessoa cuja qual não merece tamanho amor que eu sinto. Ele já me fez sofrer muito, e ainda faz. E eu vivo me perguntando, por que? Por quê que eu continuo amando alguém que me faz sofrer demais? Por quê eu não consigo me livrar desse sentimento que insiste em me perturbar as noites invadindo os meus sonhos e inundando os meus pensamentos? Lembranças surgem em minha mente à todo o momento, um passado, uma história muito bonita mas, com um final trágico. E quando me falam de amor, eu ainda penso em você.
Meu coração está em pedaços, ele se tornou frio, medroso, é como se a brisa gelada de inverno invadisse o meu peito e congelasse todos os cacos do meu coração. Até quando meu coração ficará congelado? Até quando eu vou continuar parada no tempo amando a mesma pessoa? Eu preciso seguir a minha vida, eu não posso mais olhar pra trás, preciso ser forte e continuar caminhando, como eu sempre fiz.
E mais uma vez vou trilhando o meu caminho com o coração em pedaços, e de alguma forma continuando batendo. - Bruna Diniz Lopes